1. OPINIÃO PROTEGIDA
Em decisão relatada pelo ministro Celso de Mello, o Supremo Tribunal Federal acaba de dar ganho de causa a uma revista informativa. A publicação de “opinião jornalística extremamente dura e contundente” é protegida pela Constituição e não gera direito de indenização aos criticados – principalmente se eles forem “figuras públicas ou notórias” – citou o magistrado na decisão.
O caso envolveu a Editora Abril e o governador de Brasília, Joaquim Roriz. O político havia processado o órgão de imprensa por suposta ilegalidade ao divulgar seus malfeitos naquela administração pública.
2. MADURO BALANÇA
Na Venezuela o presidente Nicolas Maduro voltou atrás na ameaça de cassar as credenciais da equipe de jornalistas da CNN, que transmite em espanhol desde a capital venezuelana. Os profissionais da imprensa sediada nos Estados Unidos eram acusados de incitar os movimentos populares desencadeados contra a inflação e a violência que assolam o país caribenho. Os profissionais haviam sido comunicados da revogação dos vistos de permanência, mas, na seqüência, o governo recuou.
Apesar disso o ambiente continua problemático para os jornalistas que trabalham em Caracas e para seus órgãos de comunicação. Até agora 55 profissionais foram vítimas de ameaças e agressões, enquanto faltam papel e insumos para a impressão de jornais, os canais de televisão são cerceados e mesmo a internet passou a ter bloqueios para evitar contatos de manifestantes via redes sociais.
3. MERCADO MELHORA
No Brasil o avanço da modernização social ampliou o mercado publicitário em 6,8% no ano passado, segundo levantamento do projeto Inter-Meios. Esse dado não leva em conta a inflação, contudo, significando que “o mercado andou de lado” em relação a 2012 – assinala o responsável pelo estudo, Marcelo de Salles Gomes. Das verbas aplicadas, 66% foram para propaganda em TV aberta; 10% para jornal; 5,5% para revista; 4,9% para TV por assinatura e 4,5 para internet. Essa mídia eletrônica superou o rádio, que ficou com 4,1% do investimento publicitário no ano.
Rafael de Lala,
Presidente da Associação Paranaense de Imprensa
Hélio Freitas Puglielli,
Diretor de Assuntos Culturais
Fonte: API – Associação Paranaense de Imprensa