Em fevereiro de 2014, a produção industrial nacional avançou 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, segundo resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período ganho de 4,2%. Vale citar que esses índices positivos ocorreram após dois meses de queda na produção: -0,4% em novembro de 2013 e -3,8% em dezembro de 2013.
Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria avançou 5,0% em fevereiro de 2014, interrompendo dois meses de taxas negativas consecutivas: -2,6% em dezembro de 2013 e de -2,2% em janeiro de 2014.
Assim, o setor industrial acumulou crescimento de 1,3% nos dois primeiros meses do ano.
A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao mostrar expansão de 1,1% em fevereiro de 2014, assinalou ganho de ritmo frente à marca registrada em janeiro último (0,5%), mas ficou ligeiramente abaixo do verificado em dezembro de 2013 (1,2%).
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na páginawww.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimpfbr/
Brasil – Fevereiro de 2014
O setor industrial, em fevereiro de 2014, prosseguiu com a melhora no seu ritmo produtivo, expresso não só no segundo resultado positivo consecutivo na comparação com o mês imediatamente anterior, período em que acumulou expansão de 4,2%, mas também no perfil disseminado de taxas positivas, já que três das quatro categorias de uso e 19 das 27 atividades investigadas apontaram crescimento na produção nesse mês. Com esses resultados, o total da indústria recuperou a perda de 4,2% acumulada no período novembro-dezembro de 2013, mas ainda encontra-se 2,7% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Ainda na série ajustada sazonalmente, os sinais de melhora no ritmo também ficaram evidenciados na evolução do índice de média móvel trimestral, em que a produção industrial, no mês de fevereiro de 2014, interrompeu a trajetória descendente iniciada em novembro último.
No confronto com igual mês do ano anterior, a produção industrial assinalou expansão, com o índice mensal de fevereiro de 2014 revertendo dois meses de queda na produção e com claro predomínio de taxas positivas entre as atividades e as categorias de uso. Vale destacar a influência não só do aumento no ritmo da produção nesse início de ano, mas também do efeito calendário, já que fevereiro de 2014 teve dois dias úteis a mais do que igual mês do ano anterior. O ganho de ritmo também ficou evidenciado no confronto do resultado do índice acumulado no primeiro bimestre do ano (1,3%) com o do quarto trimestre de 2013 (-0,3%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Entre as categorias de uso, o destaque ficou com bens de consumo duráveis, que passou de -3,9% no período outubro-dezembro de 2013 para 6,9% nos dois primeiros meses de 2014.
19 dos 27 ramos investigados registram aumento em fevereiro
O avanço de 0,4% da atividade industrial na passagem de janeiro para fevereiro teve perfil generalizado de crescimento, alcançando três das quatro categorias de uso e 19 dos 27 ramos pesquisados. Entre as atividades, a principal influência positiva foi registrada por veículos automotores, que cresceu 7,0% nesse mês, segundo resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período expansão de 16,8%. Vale citar que esses dois resultados positivos interromperam o comportamento negativo presente desde outubro de 2013, período em que acumulou perda de 23,5%. Outras contribuições positivas importantes sobre o total da indústria vieram de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (17,6%), bebidas (5,1%), alimentos (1,4%), borracha e plástico (4,2%), metalurgia básica (2,8%) e fumo (25,2%). Vale ressaltar que, com exceção da última atividade que mostrou perda de 47,6% no mês anterior, as demais apontaram taxas positivas em janeiro: 22,2%, 1,7%, 0,1%, 5,3% e 2,9%, respectivamente. Por outro lado, entre os sete ramos que reduziram a produção, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por farmacêutica (-9,7%) e outros produtos químicos (-3,1%), com o primeiro eliminando parte do avanço de 30,8% assinalado no mês anterior, e o último apontando o segundo resultado negativo consecutivo e acumulando nesse período perda de 5,9%.
Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao avançar 3,3%, assinalou a expansão mais acentuada em fevereiro de 2014, após registrar crescimento de 4,8% no mês anterior. O setor produtor de bens intermediários (0,8%) também avançou acima da média nacional (0,4%) e apontou a segunda taxa positiva seguida, acumulando nesse período ganho de 2,4%. O segmento de bens de capital mostrou ligeira variação positiva nesse mês (0,1%), após crescer 13,3% em janeiro último, enquanto a produção de bens de consumo semi e não-duráveis, com variação de -0,1%, apontou o único resultado negativo nesse mês.
