
Lobão reafirma segurança no abastecimento elétrico em encontro na CNI.
Em mais um encontro com representantes e lideranças do setor produtivo para debater a situação do suprimento elétrico, o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reafirmou, na tarde desta terça-feira, 27 de maio, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que o país tem geração suficiente e um sistema de transmissão capaz de atender às necessidades de abastecimento do País.
Acompanhado do Secretário Executivo Marcio Zimmermann e dirigentes de empresas com assento no Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), Lobão assegurou mais um vez que não haverá racionamento no País.
Lobão destacou que no início do ano registrou-se, principalmente no Sudeste, a pior seca dos últimos 80 anos, e que houve recordes de demanda de energia por causa do forte calor dos primeiros meses de 2014. “Esse quadro foi suficiente para que alguns especialistas passassem a anunciar o caos no setor elétrico. Se apressaram em anunciar que, assim como em 2001, haveria racionamento de energia em todo o país, mas felizmente isso não aconteceu e não acontecerá, com a graça de Deus”.
Segundo Lobão, a situação do sistema é muito diferente da de 2001, quando não havia planejamento de longo prazo e o sistema de transmissão não era interligado. De acordo com o ministro, de 2001 a 2013 o consumo de energia cresceu 51% no país, mas a capacidade de geração ampliou-se em 73%. “Estamos, portanto, em matéria de geração, sempre além das necessidades”. O Ministro também destacou a construção de 41 mil quilômetros de redes de transmissão desde 2001, o que garante a capacidade de transmissão de energia entre as regiões. “Hoje temos geração suficiente e transmissão adequada”. Segundo ele, investimento no setor até 2022 será de R$ 260 bilhões, sendo que 77% será em geração e 23% em transmissão de energia.
Lobão criticou notícias que dizem que o desconto no preço da energia anunciado pelo governo em 2012 está sendo anulado com os reajustes das tarifas aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ele explicou que o que houve em 2012 foi uma redução estrutural da tarifa, e não um congelamento e que as revisões devem continuar sendo feitas, acompanhando o ritmo da economia nacional e seguindo as regras do mercado. “Os reajustes que se fizeram foram sobre uma base já reduzida estruturalmente. Se na época a tarifa fosse de R$ 100, com a medida do governo, caiu para R$ 80, uma redução de 20%. Daí por diante, os reajustes se deram não mais sobre os R$ 100, e sim sobre os R$ 80.
Sobre críticas de que o governo não estaria tomando atitudes mais duras em relação à situação do sistema elétrico, Lobão garantiu que o governo só fará o que for necessário. “Não vamos tomar nenhuma decisão desnecessária”, acentuou.”
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, também disse que, apesar da hidrologia ruim, a situação é de tranquilidade. “O Brasil tem um sistema elétrico muito robusto, que está em equilíbrio estrutural”, assinalou.
O Secretário-Executivo do MME, Márcio Zimmermann, destacou que o equilíbrio alcançado pelo setor elétrico brasileiro deve-se a um rigoroso planejamento de longo prazo, que, segundo ele, transmite confiança ao setor e à sociedade.
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hermes Chipp, informou que é esperado até o fim de novembro um nível de 79% nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, além do início do fenômeno El Niño, no fim de agosto, que se caracteriza por chuvas mais acentuadas no Sul do país.
O diretor-geral do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica da Eletrobras, Albert Melo, destacou o monitoramento permanente a que o setor está submetido. Ele apresentou estudos e comparativos da atual com situações anteriores em que o setor enfrentou dificuldades, para demonstrar que, apesar da hidrologia ruim, “não houve uma deterioração dos níveis de abastecimento dos reservatórios.
(Ascom, com Agência Brasil)
Fonte: Ascom/Ministério de Minas e Energia