Associação Paranaense de Imprensa comemora 80 anos com o Prêmio Imprensa

Em comemoração aos seus 80 anos de fundação a Associação Paranaense de Imprensa vai conferir o Prêmio “Imprensa” por um Paraná Melhor a cinco projetos de interesse social. A cerimônia terá lugar no dia 31 de outubro próximo, a partir das 10 horas, no auditório do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (Rua José Loureiro, 43).

Serão premiados projetos de interesse público, consolidados ou em fase de desenvolvimento, por escolha de uma Comissão Julgadora liderada pelo vice-presidente da API, jornalista Júlio Zaruch, e o evento conta com o patrocínio da Compagas e Itaipu Binacional e apoio institucional do Instituto Histórico.

Mídias sociais

Um fenômeno novo, nestas eleições, foi a extensão do uso das mídias sociais, com os internautas reproduzindo informações e postando comentários na escala mais ampla já observada no mundo das comunicações. O problema é que, como esses registros não passam pelo filtro de uma redação profissional – em termos de apuração criteriosa do informe, imparcialidade na divulgação e mesmo correção gramatical e de estilo – a mídia das redes eletrônicas acaba sofrendo distorções que afetam sua credibilidade.

Nessa linha, por exemplo, os excessos nominais contra políticos e outros “cristos”, o alarmismo dos inconformados com os resultados e até a transgressão da lei para os que pregam o separatismo – como advertiu editorial do jornal “Gazeta do Povo”.

Biografias

Não será logo que o Brasil vai ter uma legislação clara a respeito da publicação de biografias. Um projeto de lei autorizando a liberdade nesses registros biográficos publicados em livros e outras obras editoriais já foi aprovado na Câmara dos Deputados, porém uma emenda adicionada por iniciativa de um deputado que agora foi eleito senador, Ronaldo Caiado, está travando sua passagem pelo Senado. Nessa Casa de Leis o relator da matéria, senador Ricardo Ferraço, pretende retirar a emenda de “censura posterior” às obras biográficas, o que pode acarretar o retorno do projeto para novo exame da Câmara dos Deputados.

Regulação: não desistem

As tensões geradas pela campanha eleitoral – principalmente em função do posicionamento explícito de alguns veículos de comunicação em relação a candidatos oposicionistas – estão levando hierarcas do grupamento vitorioso a retomarem seu projeto de regulação da imprensa. Seria um ordenamento apenas econômico “para impedir monopólios”, como aplicado na Argentina e outros países de baixa tradição liberal. A mais recente declaração nessa linha foi do presidente nacional do PT, Ruy Falcão, que colocou essa limitação ao lado da proposta de reforma política, ressalvando que ela só atingiria a mídia eletrônica (TVs e rádios).

Acontece que na mesma entrevista, Falcão destratou a Revista “Veja” (que publicou em primeiro lugar as denúncias de envolvimento de figuras gradas no escândalo da Petrobrás), o que não é sinal de tolerância à pluralidade própria da democracia. 

Rafael de Lala, Presidente da Diretoria

Hélio Freitas Puglielli, Diretor de Assuntos Culturais.