Edson Campagnolo e lideranças das principais entidades representativas do Estado se reuniram nesta segunda-feira (8) com Beto Richa e com o presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni

Lideranças se encontraram também com o presidente da Alep, Valdir Rossoni (à direita, em primeiro plano) (Foto: Gilson Abreu)
Integrantes do G7 – grupo composto pelas sete principais entidades representativas do setor produtivo paranaense – se reuniram nesta segunda-feira (8) com o governador Beto Richa e com o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Valdir Rossoni. Eles demonstraram preocupação em relação ao pacote de medidas enviado por Richa à Alep, que inclui o aumento de impostos como o ICMS de diversos produtos e o IPVA, e pediram que o governador reavalie as propostas.
O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, que participou dos encontros, disse que o setor produtivo levou ao governador e ao deputado sua preocupação em relação ao aumento de preços que ocorrerá em diversos produtos, caso as medidas sejam aprovadas pela Assembleia. “Nossa maior preocupação hoje é em relação à inflação, que vai afetar diretamente o trabalhador paranaense. Com certeza, quando começar a cobrança dessas novas alíquotas do ICMS, que se aprovadas valerão a partir de 1º de abril, imediatamente os produtos nas prateleiras estarão mais caros”, disse Campagnolo.
Pelo projeto de lei nº 513/2014, enviado por Richa à Alep, uma extensa lista de produtos terá aumento da alíquota do ICMS. A relação inclui, entre outros, medicamentos, alimentos, produtos de higiene pessoal, calçados e vestuário. “Nossa expectativa é que o governo possa de certa forma contemporizar para que não tenhamos esse impacto”, afirmou o presidente da Fiep, defendendo ainda que as propostas sejam amplamente discutidas pela sociedade antes de serem apreciadas pelos deputados.
Apesar de propor o aumento do ICMS para vários produtos, o governador Beto Richa garantiu, durante a reunião, que os setores industriais que possuem políticas de incentivo específicas, incluindo deduções de impostos, seguirão com os benefícios. “O governador assumiu conosco o compromisso de que todos aqueles programas de incentivo para a indústria, para a atração e manutenção de investimentos, serão mantidos. Está muito claro que todos os decretos que incentivam o setor não serão afetados”, declarou Campagnolo.
Já da reunião com o presidente da Alep, o G7 saiu com o compromisso de que Rossoni buscará o diálogo com o governo para que as propostas sejam revistas. O deputado afirmou que confia na sensibilidade do governador para que o setor produtivo e a população paranaense não sejam comprometidos. “Temos que encontrar um ponto intermediário que seja suportável pela sociedade. Como presidente da Assembleia, atendendo ao pedido feito pelo G7, vou ao governador, que sei que é uma pessoa sensível, mostrar a ele que isso é factível e bom para o próprio governo”, disse o parlamentar após o encontro. “Cabe ao presidente da Assembleia intermediar essas negociações, porque estamos discutindo os interesses do Paraná. Todos nós somos corresponsáveis pelo bom andamento do Paraná e temos que encontrar um caminho que seja bom para todos”, completou.
Além de Edson Campagnolo, também participaram das reuniões os presidentes do Sistema Ocepar/Fecoopar, João Paulo Koslovski; da Fecomércio, Darci Piana; da Faep, Ágide Meneguette; da Faciap, Rainer Zielasko; e da ACP, Antônio Miguel Espolador Neto. O presidente da Fetranspar, Sérgio Malucelli, foi representado por Honório Bortolini.
Fonte: Agência FIEP