Segundo os últimos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (17) pelo IBGE, a receita bruta do setor registrou crescimento de 1,6% em relação a janeiro de 2014, sendo o segmento de serviços prestados às famílias (+8,6%) aquele que mais se destacou nessa base comparativa. Em contrapartida, os serviços de informação e comunicação (-2,5%) seguraram uma alta mais expressiva do faturamento das atividades terciárias. A alta interanual de janeiro foi a menor de toda a série histórica da PMS.
Além da ausência de ajustamento sazonal nos dados mensais, a PMS ainda não conta com um deflator que permita a obtenção da variação real do volume da receita dos serviços consumidos pelas famílias e pelas empresas brasileiras. Entretanto, utilizando-se o IPCA de serviços como deflator dos últimos 12 meses (+8,8%),a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o volume faturado teria recuado pelo décimo primeiro mês consecutivo, registrando, em janeiro, o pior desempenho (-7,1%) da série histórica iniciada em janeiro de 2012.
Em 2014 o crescimento da receita nominal da receita bruta dos serviços (+6,0%) já havia perdido para a inflação do setor (+8,6%). Em 2013, a inflação de serviços também foi de 8,6%, porém a receita nominal avançou 8,5%. O melhor resultado anual ocorreu em 2012, ano em que o resultado divulgado pela PMS (+10,0%) avançou mais que a inflação (+8,1%). “Além de confirmar a perda de dinamismo de atividades que, somadas, respondem por 36,5% do valor adicionado bruto anual pela economia brasileira, os levantamentos mensais recentes da pesquisa sinalizam para possíveis reflexos negativos sobre o mercado de trabalho nos próximos meses, uma vez que as atividades contempladas pela PMS respondem por aproximadamente 30% da ocupação formal no País”, afirma Fabio Bentes, economista da Confederação.
Fonte: Ascom/CNC
