Indicadores Industriais mostram que emprego recuou mais 0,8% em janeiro frente a dezembro, na série livre de efeitos sazonais. A utilização da capacidade instalada caiu 1,1 ponto percentual no período

Agosto foi o segundo mês consecutivo em que a atividade econômica apresentou aumento. Arquivo/Agência Brasil
A indústria operou, em média, com 75,9% da capacidade instalada em janeiro, a menor da série histórica, iniciada em 2002. O valor é 1,1 ponto percentual inferior ao de dezembro e 5,2 pontos percentuais abaixo do registrado em janeiro de 2015. “Essa elevada ociosidade inibem os investimentos já que não há necessidade de aumentar o parque industrial”, destaca o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. “O primeiro movimento na recuperação será reduzir os estoques, depois voltar a produzir em ritmo normal e, em um terceiro momento, quando aumentar a produção, começam a ocorrer novos investimentos.”
As horas trabalhadas cresceram 2,9% e o faturamento da indústria teve alta de 1% em janeiro na comparação com dezembro, na série livre de influências sazonais. No entanto, esses indicadores estão bem abaixo do registrado há um ano. Enquanto as horas trabalhadas diminuíram 11,6%, o faturamento foi 13,9% menor que o de janeiro de 2015.
Ainda segundo Castelo Branco, o crescimento das horas trabalhadas e do faturamento não indicam uma virada do quadro recessivo da indústria. Um dos sinais de que haverá demora da recuperação do setor está na baixa confiança dos empresários.
Por Maria José Rodrigues
Da Agência CNI de Notícias
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