“Brasil Mais Produtivo” terá giro pelo Brasil a partir de maio para engajar empresas

Realização de road shows foi um dos temas apresentados na primeira reunião do Comitê de Orientação Estratégica do programa

O Novo Brasil Mais Produtivo vai rodar as cinco regiões do Brasil a partir de maio para engajar micros, pequenas e médias empresas industriais no programa, que é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com SENAISebraeABDIBNDESFinep e Embrapii.

Os chamados road shows serão promovidos pelo SEBRAE e SENAI em suas unidades regionais e visam sensibilizar as indústrias em todas as modalidades do programa. O calendário será divulgado em breve. Lançado em novembro do ano passado, o Novo Brasil Mais Produtivo vai destinar R$ 2 bilhões para o engajamento de 200 mil empresas até 2027, com atendimento direto a 93 mil.

Alinhado às estratégias do plano Nova Indústria Brasil, o programa oferecerá um ciclo completo de acesso ao conhecimento, que passa por aperfeiçoamento da força de trabalho, requalificação, melhores práticas de gestão, digitalização, otimização de processos produtivos e aumento de eficiência energética, culminando com crédito a juros baixos ou recursos não-reembolsáveis para adoção de tecnologias ligadas à indústria 4.0 e às smart factories, ou fábricas inteligentes. 

Plataforma de Produtividade, em operação desde 31 de janeiro, serve como porta de entrada para as empresas participarem do programa. Além disso, elas terão acesso aos conteúdos complementares relacionados à produtividade e digitalização. Além da Plataforma, a atuação do programa abrange as seguintes modalidades: “Diagnóstico e melhoria de gestão”; “Otimização de processos industriais – manufatura enxuta e eficiência energética”; e “Transformação digital – apoio à adoção e ao desenvolvimento de novas tecnologias”.

Conheça as modalidades 

200 mil empresas serão beneficiadas até 2027

1ª modalidadePlataforma de produtividade

Até 200 mil micros, pequenas e médias empresas terão acesso a cursos, materiais e ferramentas sobre produtividade e transformação digital.

2ª modalidadeDiagnóstico e melhoria de gestão

Até 50 mil micros e pequenas empresas receberão orientação e acompanhamento contínuo de Agentes Locais de Inovação e outros instrumentos do SEBRAE para aumento da produtividade, além de projetos setoriais do SEBRAE que também serão oferecidos.

3ª modalidade

Otimização de processos industriais: consultoria + educação profissional

– Até 30 mil micros e pequenas indústrias atendidas por consultoria em Lean Manufacturing ou Eficiência Energética e aperfeiçoamento profissional do SENAI.

4ª modalidade

Transformação Digital

– 360 empresas apoiadas com desenvolvimento de tecnologias 4.0

– 8,4 mil MPMEs serão beneficiadas com soluções desenvolvidas por empresas provedoras de tecnologias 4.0, via chamadas Smart Factory, além da possibilidade de contratação de pós-graduação em Smart Factory do SENAI com desconto.

– Até 1,2 mil médias empresas serão contempladas com um plano completo de transformação digital, da elaboração do projeto de investimento ao acompanhamento.

Comitê de Orientação Estratégica 

O giro regional foi um dos temas debatidos na primeira reunião do Comitê de Orientação Estratégica do Brasil Mais Produtivo, realizada nesta quinta-feira (11) na sede do MDIC, em Brasília. Na reunião, também foi apresentado o protótipo de uma plataforma para acompanhamento periódico de dados do programa. O painel vai trazer informações sobre número e evolução dos atendimentos, estados e municípios das empresas, bem como setor de atuação, porte e faturamento. 

O Comitê é uma instância colegiada que tem como principal atribuição garantir o alinhamento do Programa Brasil Mais Produtivo às diretrizes da política industrial, de competitividade e de inovação, integrando-o a outras iniciativas em execução, com vistas à potencialização mútua. 

É um espaço de acompanhamento periódico dos resultados por meio de indicadores de monitoramento e avaliação, auxílio às ações estratégicas de comunicação, validação de novas modalidades de atendimento e definição de regras de priorização de cadeias produtivas e setores econômicos. Tem a responsabilidade de criar subcomitês de orientação técnica, suas sugestões e decidir sobre casos excepcionais.

Foto: Iano Andrade / CNI

Com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Fonte: Agência de Notícias da Indústria

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