Primeira reunião teve participação de representantes das indústrias madeireira, automobilística e de proteína animal, além de gestores do TCP

Reunião na FIEP teve presenças de representantes de três setores e gestores do TCP
Outras ações
Além das medidas já anunciadas oficialmente aos clientes, o TCP informou durante a reunião que irá implementar uma melhoria para assegurar e ter um maior controle dos contêineres agendados. Atualmente, o TCP libera a grade para o CNPJ do cliente, e não exatamente a contêineres específicos, podendo haver o ingresso de contêineres que não foram originalmente solicitados na grade. Para o último trimestre deste ano, a empresa pretende liberar grade direcionada ao contêiner e não mais ao CNPJ.
Outra solução debatida na reunião que pode contribuir com maior fluidez principalmente nos desembarques de contêineres em casos de condições críticas para atracação, como em dias de neblina, é a possibilidade de fundear navios no Porto de Paranaguá. Assim, poderia haver maior segurança relacionada aos próximos navios de atracação, uma vez que existem casos de janelas curtas de barra aberta para acesso ao porto ou de neblina mais distante. Com isso, os navios poderiam, dentro da disponibilidade, fundear em uma área com mais segurança e com maior flexibilidade para manobra de atracação. Em breve, o comitê buscará maior entendimento sobre essa possibilidade.
Além disso, a FIEP também buscará articulações para que as informações sobre a abertura ou fechamento da barra de acesso ao porto sejam disponibilizadas de maneira on-line no site do serviço de praticagem, a exemplo do que já acontece, por exemplo, em terminais catarinenses. Hoje, os importadores e exportadores que movimentam suas cargas por Paranaguá não conseguem ter acesso a essa informação, questionando assim diretamente os terminais e outras autoridades para entendimento.
Em relação a investimentos, o TCP afirmou que a conclusão das obras de derrocagem que estão ocorrendo no canal de acesso deve permitir que o calado operacional do porto seja revisto de 12,3 metros para 12,6 metros em curto prazo. Em médio prazo, espera-se atingir 13,3 metros, o que representará um ganho significativo de capacidade de escoamento e recebimento de carga. O TCP também informou que estuda mudanças no sistema de rolagem dos navios ligados aos diferentes serviços que operam no porto.
Próximos passos
Nas próximas semanas, o comitê da FI deve agendar uma reunião com a associação que representa os armadores, buscando debater também com os responsáveis pelos navios soluções para aprimorar o serviço nos portos e, em especial, diminuir os índices de omissão de escalas. Também será aberto diálogo com representantes de terminais portuários de Santa Catarina, que hoje operam com cerca de 30% de suas cargas provenientes do Paraná, segundo estimativas da FIEP.
Fonte: Agência FIEP