PIB turbinado pelo gasto público trará consequências desastrosas ao país, alerta FIEP

Para a Federação, equívocos na condução econômica são o principal motivo para que taxa de juros siga elevada, o que compromete o futuro do Brasil

Sede do Banco Central, em Brasília: nesta quarta (28), Comitê de Política Monetária decidiu pela manutenção da taxa básica de juros em 15% ao ano (Foto: Gilberto Sousa/CNI)

A Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) considera que a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados, atualmente em 15% ao ano, é um sinal claro de que o setor produtivo brasileiro está sendo punido pela falta de competência na condução da política econômica do país.

Para a FIEP, o principal problema é a estratégia do governo federal de sustentação do crescimento do PIB nacional por meio do gasto público descontrolado e pouco eficiente. Exemplo claro da ineficiência dessa expansão fiscal é o aumento de custos com políticas sociais equivocadas, que não entregam a efetiva recuperação ou inserção social do beneficiário ao emprego e renda, que seria o caminho para a manutenção de um crescimento sustentado em longo prazo.

Mais do que isso, o total descaso e a ausência de uma boa gestão do gasto público faz com que o governo federal recorra, frequentemente, ao aumento desfreado dos tributos, levando o setor produtivo à exaustão. Outro fator preocupante é a deterioração da gestão e do desempenho de estatais e outras empresas em que o governo tem participação acionária. Como essas companhias têm peso expressivo na atividade econômica, seus resultados negativos acabam influenciando a formação de expectativas, o que contribui para uma atitude ainda mais prudencial da autoridade monetária.

Tudo isso, somado ainda a outros equívocos na política econômica que causam um crescimento exponencial da dívida pública, leva à manutenção da taxa Selic em níveis elevados, o que desestimula investimentos e é mais um elemento para que o país não consiga crescer por meio da geração de riquezas, empregos e renda.

No entendimento da FIEP, todo esse panorama leva a uma única conclusão: o setor produtivo não conseguirá sustentar essa falta de competência, que causa profundos danos ao futuro do Brasil.

Fonte: Agência FIEP

Deixe um comentário